sábado, 2 de janeiro de 2010

VIRADA PRA 2010


MAIS UM ANO QUE ESVAI

A ordem é esta: o tempo não pára! O tempo, o maior capital do ser humano. Dinheiro se ganha, se perde, se recupera. O tempo perdido é perdido, não volta mais. Estamos sempre em contagem regressiva rumo ao fim do nosso tempo de existência. Por isso temos que viver cada dia como se fosse o último. E pensando assim atravesso mais uma virada de ano. Mais um ano que finda, mais um novo ano que nasce, e com ele renasce em nós a esperança de mais felicidade, mais realizações, e para isso nos preparamos. Sempre. Queremos mais dinheiro, mais saúde, mais amor correspondido, mais paz, mais segurança, mais educação... e escrevendo estas palavras me vem à mente que 2010 é ano de eleição, ano de mudar ou não o perfil de nossos governantes, nossos legisladores, nossos representantes no poder público, responsáveis pelo bem estar ou não da nação. Teremos que neste momento, de votar, refletir tudo da nossa avaliação com relação ao que vimos, escutamos e compreendemos da conjuntura socio-econômica da nossa terra.
2009 acredito que não foi um ano perdido. O Brasil foi destaque mundial não só por ter ganho a Copa das Confederações de Futebol e por seus récordes nas piscinas olímpicas, mas também por suas atitudes políticas, onde o presidente Lula e a Petrobras aparecem como pontas-de-lança. Muitas vezes contestado pela oposição ideológica e muitas vezes aplaudidos pelos companheiros e pelo povão, Lula destacou-se mais uma vez em 2009 e deverá continuar com este performance em 2010, quando tentará eleger sua candidata Dilma para sucedê-lo.
Na economia driblamos a crise mundial e atingimos (Brasil) patamares bons de desenvolvimento. Aos poucos os excluídos deste mundo moderno e sibernético vão ocupando espaços na sociedade civilizada. Avançamos, lentamente, mas avançamos. Os corruptos começam a ser revelados e a sociedade se organiza para exigir punição. Avançamos novamente. As quadrilhas são desmontadas (novas se formam, sabe-se) mas avanços como piso salarial razoável para policiais que cuidam (as vezes descuidam) da segurança estão sendo aprovados no Congresso Nacional. Avançamos.
Tudo é uma questão de equilíbrio administrativo e o mundo com seus tombos e mazelas acaba entendendo que melhorias de condições de vida são possíveis com o uso da inteligência e da coerência do ser humano.
A natureza também é tema que segue no ano que se inicia. Fóruns mundiais, debates, estudos, aquecimento global que preocupa e exige políticas de contenção da poluição, foram e serão assuntos constantes nas pautas. A mídia (rainha da humanidade) colabora e dá o tom dos debates, mas também promove mediocridades, está nas telinhas, eu vejo, vc vê, o mundo assiste, e isto reflete na formação de opinião popular. Todo cuidado é pouco, por isso que devemos ter uma abertura sem preconceito e captar o mais amplo leque de informações a respeito de tudo. Viva a internet!!!
Enfim, mais um ano que se esvai nas brumas do tempo. Nos resta dizer: feliz 2010. Faça tudo certinho, mas seja feliz. Viva a sua vida e não apenas a dos outros (filhos, parentes, empresas...) Fernando Pessoa já dizia: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena."
Boas festas, boas férias, boa retomada de seu cotidiano, com mais experiência, mais capacitação e mais dinâmica. Encontre tempo para tudo, para os filhos, para a família, para os estudos, para observar quão bela é a natureza (voo dos pássaros, movimentos das árvores e das nuvens...) tente ser sempre um cidadão com fé em Deus e otimismo na humanidade. Mas lute por isso! Ajude a reeducar o ser ao seu lado e a vc mesmo. Queira e faça parte da harmonia.

VLADIMIR CUNHA DOS SANTOS

ANOTAÇÕES DA FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE 2009


AUTOGRAFEI MEU LIVRO
A IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO


Pode até parecer insignificante o assunto, mas para mim é importante demais. Das tantas palestras e conversas com autores que estou participando aqui na 55 Feira do Livro de Porto Alegre, tive o prazer de ouvir, conhecer, apertar a mão e autografar meu livro Só Poesia, ao grande nome da literatura brasileira, o paulista Ignácio de Loyola Brandão, autor de mais de 30 livros, como o magnífico Zero, traduzido para várias línguas. Loyola é romancista, contista, cronista e trabalhou nas principais revistas e jornais do Brasil. Seus romances são marcas da literatura atual e quem quiser saber mais sobre este gênio pode entrar na internet e digitar seu nome na página de pesquisa do google.
Loyola falou de sua infância pobre no interior de São Paulo, em Araraquara, de sua vivência com a mãe católica devota e do pai ferroviário que possuía em casa uma biblioteca com mais de 800 livros. Contou sobre seu avô que era marceneiro, fazia móveis no início do século XX e construiu um carrossel com cavalos de madeira e olhos de bolitas de vidros.
Falou de sua juventude e da importância de seus professores. Confessou carregar consigo sempre uma caderneta para anotações onde quer que esteja, sua paixão pelo cinema e por cadernos, e sua entrega ao computador onde escreve regularmente seus livros e uma crônica quinzenal no tradicional jornal Estado de São Paulo. Disse que nunca escreveu nenhum poema por achar muito difícil este gênero literário, preferindo sempre contar histórias.
O mediador deste encontro foi o escritor Antônio Hohlfeldt, ex-vice-governador e crítico literário. Um público seleto em torno de 80 pessoas, no Centro de Cultura Érico Veríssimo, na Rua da Praia, conheceu a simplicidade de um homem criativo e inteligente, um ícone imortal das nossas letras, que viaja pelo mundo divulgando sua obra que reflete a paisagem urbana do Brasil, principalmente São Paulo que é o seu cenário preferido e que ele adotou como sua cidade. Esta obra que fala dos homens brasileiros simples e empreendedores, registrando para a posteridade os hábitos e atitudes de cidadãos deste nosso tempo.
Este universo intelectual que a Feira do Livro de PoA proporciona é muito importante para o enriquecimento de novos autores que podem conviver com experientes escritores. Ainda participei nesta semana de encontros e bate-papos com autores como Carlos Urbim (o patrono da feira), Juremir Machado da Silva, Luiz de Miranda, Walter Galvani e tantos outros.
No domingo, dia 8, estarei na praça dos autógrafos da feira, a partir das 16:30 hs, lançando aqui meu livro Só Poesia. Nesta mesma tarde a nossa conterrânea atriz global filha de meu amigo poeta Alsom Silva, a linda Leona Cavalli, também estará autografando seu livro Caminho das Pedras, reflexões de uma atriz. Quem estiver na capital neste dia, venha curtir as atividades da feira. Vale a pena, se sua alma não é pequena.


COLETÂNEA DA CASA DO POETA RIOGRANDENSE NA FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE

A Coletânea Casa do Poeta Riograndense -45 anos- livro que está sendo produzido pela VCS Editora, teve sua data de lançamento remarcada para dia 13 de novembro, sexta-feira, às 14 horas, no Memorial RS, na Praça da Alfândega, durante a Feira do Livro de Porto Alegre. Este é o quinto livro editado pela VCS neste ano e o vigésimo título publicado pela editora rosariense que atua no setor de literatura, além de jornalístico.
A obra possui 180 páginas e tem a participação de 59 poetas de várias cidades do Rio Grande do Sul que estarão presentes em sua maioria no ato de lançamento que contará com a presença da presidente da Capori, a poetisa Ieda Cunha Cavalheiro, e do coordenador nacional da Poebras, poeta Joaquim Moncks.
Os autores rosarienses participantes desta coletânea neste ano são os poetas Vladimir Cunha Santos, Alsom Pereira da Silva, Júlio Lemos, Ruy Berriel, Ezi Assumpção, Romeu Andreazza, Darcy Flores, Eulália Pochmann e Mário Callegaro.
A solenidade será no térreo do Memorial RS, antigo prédio dos Correios, na praça central de Porto Alegre, e o editor Vladimir Cunha Santos está convidando todos rosarienses para este ato cultural na capital gaúcha.

NOTAS LITERÁRIAS NO RGS

POETA CARPINEJAR RECEBEU TROFÉU SARAU COM RITMO


A Academia de Letras e Artes de Porto Alegre realizou no Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, mais uma atividade literária produzida pelo escritor Benedito Saldanha, presidente da Academia e da Associação Partenon Literário, a mais antiga entidade de letras do estado.
Na oportunidade foi entregue ao renomado poeta Fabrício Carpinejar o troféu Sarau com Ritmo. Foram recitados vários poemas de Carpinejar e o próprio poeta, que é filho de Carlos Nejar e Maria Carpi, dois ilustres nomes da poesia sul-riograndense, fez leitura de um de seus recentes poemas. Também aconteceu um show com o violonista uruguaio Mário Barcos que interpretou clássicos da música latino-americana e homenageou Carpinejar.
O poeta rosariense Vladimir Cunha Santos recitou sua poesia Questões, apresentou seu novo livro de poesias lançado neste ano, e, a convite do escritor Benedito Saldanha, fez a entrega do troféu ao poeta Carpinejar, juntamente com a poetisa Danci Caetano Ramos.
Vladimir Cunha, na condição de vice-presidente administrativo, representou a Casa do Poeta Riograndense em mais este evento literário na capital do estado.